A busca do símbolo
É bem sabido que as teorias de Jung sobre a psiquê vão muito além de um plano palpável. Também pudera: psiquê é um termo que vem do grego psyché, e designa a vida, ou a energia vital, conhecida por nós como alma. Isso é o suficiente para algumas pessoas afirmarem que a obra junguiana foi a única que realmente falou sobre psicologia, pois se preocupou principalmente com os estudos da alma em um plano espiritual..
Essa alma sempre foi e ainda é um terreno (se é que ela está na terra) desconhecido para o ser humano, mas nem por isso o homem deixe de querer dominar esse desconhecido, como todos os outros mistérios. Mas como? Através de símbolos. Assim como o átomo, a alma representa a atuação do invisível na matéria, onde ambos descrevem, simbolicamente, um padrão de totalidade desoconhecido. Whitmont cita, por exemplo, o caso de mulheres que tem obsessões por comprar objetos com estampas de borboletas. Para ele, esta pode ser a expressão simbólica de uma forte necessidade interior de se livrar de um casulo que confina, talvez um casulo de velhas atitudes protetoras..
A dificuldade em desvendar esses símbolos que se apresentam diariamente a nós, provindos das profundezas do inconsciente, deve-se à nossa indiferença aos processos emocionais e intuitivos da nossa alma. A filosofia ocidental dissipou nossa capacidade de sentir quando incorporou a lógica e a funcionalidade a nossa maneira de pensar. Nossas funções irracionais, como o coração e a alma estão atrofiadas e quando elas aparecem nós fazemos questão de escondê-las. Não é a toa que o álcool, os narcóticos, ou até mesmo os vícios de trabalho e a busca incessante por a alfo a fazer, têm dado tantos problemas aos profissionais da saúde. Estes sinais, nada mais são do que buscas de experiências emocionais que se perderam em nosso processo de intelectualização. Se voltássemos a nós mais vezes, talvez conseguissemos fazero mundo respirar, mesmo que por um célere minuto...
Pra quem estiver preocupado com o significado da existência, com comportamento ético e moral, ou simplesmente por se interessar pelo tema, o livro A busca do símbolo, do junguiano Edward C. Whitmont pode ajudar. Ele é o indicado para aqueles, que como eu, as vezes negligenciam os poderes do inconsciente sobre nós.














0 comentários:
Postar um comentário