10.12.08

Novo pé no saco

Galera, me desculpem o transtorno, mas estou mudando de endereço. Maiores explicações por lá:
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Obrigado, espero vocês lá!

9.12.08

Pé no Saco

No dominó, daqui.
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Nos prédios, daqui.
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8.12.08

Problema resolvido




28.11.08

Obras

Agradecemos a compreensão. Esperamos que até domingo tudo esteja resolvido.

27.11.08

Amor e Psiquê - IV

(Começa no post anterior)
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Por saber que a amada corria perigo, Eros voa até ela, tira-a do estado em que estava, coloca o sono de volta no cofre e o fecha. Fala com Zeus e Afrodite e nenhum deles faz alguma objeção quanto a metamorfose de Psiquê em deusa. Casa-se com ela, que dá à luz uma menina, chamada Prazer.
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“O sono de Psiquê é como uma quebra final. É o longo e prolongado sono da morte, que lhe fora profetizado, desde o início, pelo oráculo, mas que Eros havia postergado, ao arrebatá-la para seu jardim. A morte psicológica, como sendo a passagem de um nível de evolução a outro, é um símbolo comum a mitos e sonhos. Morremos para o velho self e renascemos para uma nova vida.
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No começo, Psiquê era uma criatura adorável, feminina e ingênua. Para conseguir um novo degrau em seu desenvolvimento e uma nova vida, fora-lhe estipulado, pelo oráculo e pela evolução, morrer para a preocupação pueril – talvez narcisista – com sua beleza, inocência e pureza, e aprender a lidar com as dificuldades da vida, incluindo seus lados escuros e feios, e a lidar com suas próprias potencialidades adultas.” Fim.
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Referência: JOHNSON, R. A. She – A chave do entendimento da Psicologia Feminina. São Paulo: Mercuryo, 1987.

26.11.08

Amor e Psiquê - III

(Começa dois posts abaixo)
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Eros voou sozinho, retornando para sua mãe, seu mundo interior e aí, novamente, Afrodite volta a comandar. Apavorada com o abandono de seu amor, Psiquê pensa em se jogar no rio. Chegando lá, encontra Pan, o deus de pés fendidos, com a ninfa Eco em seu colo, sentado à beira. Ao vê-la prestes a jogar-se nas águas, Pan dissuade-a. Diz a Psiquê que ela deve rezar ao deus do amor, pois Eros compreenderá aqueles que estão abrasados por ele.
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Não deu outra: Psiquê reza, e ao invés de ir diretamente a Eros pedir ajuda, se direciona a Afrodite. Ouve da deusa uma dura preleção, que lhe impõe quatro tarefas para a libertação de Psiquê.
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A primeira tarefa imposta a Psiquê é separar uma montanha de sementes de tipos variados até o anoitecer. Caso contrário, Afrodite lhe mandará a morte. Através de Eros, as formigas ajudam Psiquê na tarefa e ela consegue separar todas as sementes. Irritada com o cumprimento da tarefa, Afrodite manda que Psiquê atravesse o rio e pegue lãs de ouro de carneiros ferozes que estão no bosque. Desesperada com a tarefa, Psiquê chora por não ter força para brigar com os animais, até que os juncos do bosque lhe dizem para esperar o anoitecer e pegar as lãs presas nos pequenos arbustos. Mais uma vez Psiquê consegue cumprir a tarefa.
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A terceira tarefa é mais difícil ainda. Afrodite manda que ela encha uma taça de cristal com água da Estige, um rio que nasce no alto de uma montanha, desaparece sob a terra e retorna à montanha. Além de ser guardado por monstros perigosos, é também um rio circular, que depois de passar pelas regiões abissais do inferno, sempre retorna às suas origens. Desestruturada mais uma vez, Psiquê se sente derrotada. É então que aparece a águi de Zeus, que pega a taça de crista, voa até o centro do rio perigoso e de lá traz o cálice cheio para Psiquê, que assim vê completada sua tarefa.
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Na quarta e última tarefa Afrodite ordena à jovem que desça aos infernos para receber das mãos de Perséfone um cofre onde ela guarda seu ungüento de beleza. Deverá levar duas moedas na boca e dois pedaços de pão de cevada; não poderá ajudar ninguém que pedir sua ajuda e muito menos comer comidas que não sejam simples. Mas antes, é necessário que ela encontre uma torre apropriada, uma construção dos homens que lhe de informações sobre o caminho. Lá vai ela: entrega uma moeda ao barqueiro do rio Estige que a carrega; nega ajuda aos que pedem e entrega um pedaço de pão a cachorro de três cabeças que guarda o inferno. Enquanto isso adentra o inferno, esperada por um banquete (negado), e Perséfone que lhe entrega o cofre com o ungüento da beleza. Na volta, cumpre as mesmas tarefas mas tentada pela possibilidade de se tornar mais bela ainda, abre o cofre e o que escapa de lá não é um sono de beleza, e sim um sono de morte. Cai no chão como morta.
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Outras palavras: A palavra “pânico” vem do deus Pan. Não se pode tirar ninguém de seu sofrimento prematuramente. Encarando Eros como o animus da mulher, pode-se dizer que ele prendeu Psiquê na inconsciência (paraíso), ela acende a luz da consciência e ele voa novamente a seu mundo interior. A evolução da mulher só se dá quando ela liberta-se do componente masculino que exerce força sobre ela. Em relação as tarefas, as formigas, os juncos, a águia e a torre novamente representam o animus atuando na mulher. A tarefa feminina de separar é visivelmente encontrada no lar, e até mesmo, inconscientemente nas "sementes" depositadas pelo homem em seu corpo. Porém, enfrentar os carneiros como os homens talvez não seja apropriado, é preciso utilizar mais a racionalidade. A águia focaliza os pontos para depois agir, um passo de cada vez. A torre pode ser encarada como uma fortaleza, como os exercícios espirituais.
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(Termina no próximo post)

25.11.08

Impressões semestrais

Abro um parenteses na história de Amor e Psiquê para ilustrar as minhas últimas impressões do semestre. Acatando a sugestão do Professor César:

(Clique e amplie)
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Essas psicologias, vou te contar...

Amor e Psiquê - II

(Começa no post anterior)
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Pobre Psiquê acorrentada na montanha, sozinha na escuridão. Eros (Amor ou Cupido), mandado por sua mãe (Afrodite), é encarregado de fazer Psiquê se apaixonar pela mais terrível criatura que virá buscá-la. Com seu arco e flechas lá vai ele encontrar a donzela no monte, mas quando se aproxima, acaba se espetando em suas próprias flechas e se apaixona por ela. Imediatamente o deus do Amor toma o Vento Oeste, seu amigo, que o transporta juntamente com Psiquê até o paraíso.
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Lá ela encontra um lugar extraordinário e, por achar que as coisas melhoraram muito (só o fato de Eros ter lhe tirado da morte já seria suficiente), acaba não fazendo perguntas. A única restrição que Eros faz a Psiquê é que ela não poderá fazer perguntas a fim de conhecê-lo de verdade. Obviamente ela aceita, mas aí entram em cena as irmãs. Invejosas pela mais nova estar morando no paraíso, vão três vezes até lá e propõe a Psiquê o seguinte plano: dizem a irmã que ela deveria tomar de uma lâmpada, colocá-la em uma redoma e deixá-la à mão na sua cabeceira, juntamente com uma faca pronta afiada debaixo do travesseiro. Durante a noite ela deveria cortar a cabeça de Eros. Isso tudo por que as irmãs julgavam Eros como uma serpente que tinha planos repugnantes para Psiquê.
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Contrariando as ordens do marido, Psiquê empunha a faca, coloca-se de pé ao lado da cama, acende a lâmpada e olha para Eros. Para sua desilusão, acaba vendo o deus do Amor, a mais bela criatura de todo o Monte Olimpo. Desajeitada, deixa a faca cair e se espeta em uma das flechas de Eros, se apaixonando por ele. Além disso, para sua infelicidade, uma gota de óleo da lâmpada queima o marido que estava dormindo, e ele acorda enfurecido com a desobediência de Psiquê, deixando a só.
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Outras palavras: Eros também representa o animus, a parte masculina na mulher. Todo Eros promete um paraíso para Psiquê, basta olhar para os adolescentes. As irmãs, aqui vistas como as vozes interiores que nos instigam a vermos quem realmente somos e a aumentarmos nossa própria conscientização (simbolizada pela lâmpada), provém de nosso inconsciente, dos elementos-sombra. Quem sabe realmente exista em todo homem um desejo inconsciente de fazer um acordo com a esposa para que ela não lhe faça nenhuma pergunta. Mas, o homem não pode esquecer que ele representa a morte para a esposa, pois a destrói enquanto donzela, forçando sua metamorfose em mulher adulta. Que ironia, o deus do Amor representa a morte para Psiquê.
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Referência: JOHNSON, R. A. She – A chave do entendimento da Psicologia Feminina. São Paulo: Mercuryo, 1987.
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(Continua no próximo post)

24.11.08

Amor e Psiquê - I

Como seria bom se nós, homens, tivéssemos conhecimento sobre o tal universo feminino. O entendimento dessa psicologia feminina, infelizmente, está muito longe do nosso alcance, talvez na era clássica da mitologia grega. Li a história de Amor e Psiquê e, por considerar um mito interessante, tentarei passar o simbolismo presente na história adiante, porém, de uma forma mais simples que a do livro:
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Homens! Toda mulher tem seu lado Afrodite (Vênus, na mitologia romana) e seu lado Psiquê. A primeira nasceu dos genitais cortados de Urano que caíram no mar e representa a vaidade, a luxúria permissiva, a fertilidade e a tirania, quando contrariada. Por nascer do mar, é primeva e reina no inconsciente, simbolizado pelas águas oceânicas; além disso é considerada a deusa da Beleza. A segunda, Psiquê, tem um nascimento parecido: nascera quando uma gota de orvalho caíra do céu sobre a terra. Filha de rei, tem uma natureza virginal e pura, e mesmo sem ser cortejada, é adorada por todos. Mas aí está a chave do problema: Psiquê é muito sozinha e, diferentemente de Afrodite que tem todos aos seus pés, não encontra marido.
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Acontece que para resolver tal problema os pais de Psiquê tem uma belíssima idéia: vão consultar um oráculo dominado por Afrodite. Dada a natureza da deusa da Beleza, e sua inveja e ira para com Psiquê (muitos diziam que a mocinha seria a nova deusa da Beleza), Afrodite professa que a jovem deveria desposar a Morte. Sem questionar a profecia, os pais de Psiquê promovem o cortejo fúnebre, deixando-a acorrentada no alto da montanha, abandonada à sua sorte na escuridão.

Outras palavras: A donzela morre no dia do casamento, e é por isso que todo matrimônio é um rito de passagem, comparado a um funeral. Afrodite, ao mesmo tempo em que deu a idéia do matrimônio acabou empurrando Psiquê para a morte. Não contente, ela ainda chora a dualidade: dar um passo adiante e evoluir (através do casamento), ao mesmo tempo em que perderá tudo o que tinha antes: liberdade, individualidade, virgindade e independência.
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(Continua no próximo post)

23.11.08

DiazÊ

(Los Hermanos - Do sétimo andar)

"... é que no peito dos desafinados, no fundo do peito bate calado. No peito dos desafinados também bate um coração!"