Teoria da Relatividade
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Lembro muito bem de uma aula de Física no ensino médio em que eu estava sentado na última fileira, e propositalmente, na última carteira. Como eu não entendia a aula expostas, tirei da mochila um livro do Graciliano Ramos e comecei a ler... não passou 5 minutos o professor se dirigiu até o local onde eu estava sentado, deu uma olhada no livro e depois de perceber que eu não tinha resolvido os exercícios da apostila, disse em tom ameaçador: "te vira piá!". Isso me causou uma sensação de desprazer e de revoltada para com a Física, mesmo sabendo que eu estava errado.
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Além disso, nunca me imaginei estudando a fundo as tantas variáveis que envolvem força, massa, distância, atrito, velocidade final e inicial, velocidade média, gravidade, altura, tempo e tantas outras coisas do universo que a Física tomou como objeto de estudo. Acredito que é de nascença o meu gosto pelas ciências humanas.
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Enfim, voltamos a Relatividade. Imagino que a Teoria proposta pelo cara de cabelos engraçados envolva a luz, energia, massa, velocidade, espaço e tempo. Tudo muito complicado que, de certa forma, se resume a uma equação: E = mc². Algo muito interessante, e que, parafraseando Shakespeare, faz com que descubramos outras coisas que existem entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia. Mas eu me pergunto, e a poesia? Será que a poesia da Teoria foi "puxada" por um buraco negro?
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Tenho certeza que se eu perguntar para um físico quântico sobre a Teoria da Relatividade, ele vai usar termos técnicos e vai complicar ainda mais o pouco que sei sobre a mesma, fazendo com que eu fique mais distante do conhecimento sobre o universo.
Diferentemente do físico quântico, o poeta é mais romântico e tende a dizer o que você quer ouvir. Se eu perguntasse a um poeta qualquer sobre a Teoria da Relatividade, tenho certeza que o mesmo diria: "Um minuto com o pé na fogueira parece uma hora; um minuto ao lado da pessoa amada parece um segundo". Por mais que a explicação do poeta não tenha a ver com a Teoria do Einstein, eu ficaria satisfeito e quem sabe até iria me interessar mais pelas leis da física.
Se tudo fosse poesia, não seria tudo lindo?




















